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domingo, 28 de abril de 2013

Algunas prosas escogidas, L: Zeilton Alves Feitosa




Z. Alves Feitosa, novelista y colaborador habitual de LITERATURA DEL MAÑANA, encarta la nueva novela que les presentamos, "Da Canga Ao Cangaco", diferente sin duda de las comentadas en este blog hasta la fecha, al argumentarse en una serie de experiencias y hechos (en cierto modo biográficos), ocurridos en una etapa dentro de la juventud del padre del autor, en la novela representado por su homónimo, Elvino, un combatiente, veterano de una de las últimas contiendas del Brasil (La Revolución del 32).
Divergiendo de otros relatos bélicos, y como es habitual en la literatura de Feitosa, la narración discurre en una correlación de relatos, a modo de diario personal (romance brasileiro, según el autor, siguiendo la estética tradicional de la literatura popular brasileña), aportando el protagonista sus experiencias vividas en su camino por tierras paulistas. Una epopeya, un tanto familiar, que nos adentra en un nuevo género dentro de la narrativa de Feitosa que, de un acto que no le excusa de una autorrealización patriótico-personal, describe las huellas de unos hechos históricos que aún forman parte de la conciencia del brasileño de hoy:



[...] Porciano lhes advertira que, pôr os cangaceiros na cadeia, quando menos mandar para o cemitério, era o propósito da diligência, e repartir os gramas de ouro e maços de contos de réis seria, pois, rematar de modo glorioso a missão. Ante o silêncio do bando, que não revidou as provocações do sargento, os soldados dispararam as primeiras balas, a título de aviso, como fez Porciano questão de dizer aos cangaceiros encurralados. Dona Amorina, por csautela, refugiouse no quartinho de mantimentos, sob o jirau. Fervorosa, ela rezava com lágrimas nos olhos, deveras assustada com o estrondo das balas que ricocheteavam nas fasquias de madeira, alojando-se nas rachaduras das paredes de taipa. Sob a tensão gerada pelo impacto das balas que se chocavam contra o cascalho, era assustoso para dona Amorina olhar para Elvino de arma em punho, disposto a lutar contra a volante, encerrado dentro dos limites de sua casa.

O barulho das balas, ricocheteando no liso das tábuas, era ensurdecedor. Lascas de aroeira, arrancadas pelos balázios, voavam pelos ares. Por suposto, os cangaceiros não resistiriam sequer um quarto de hora se revidassem os tiros numa intensidade igual àquela que eram alvejados. Os policiais não poupavam balas nem insultos, atirando contra portas e janelas, com tresvario. Os cangaceiros careciam de não desperdiçar a munição, que era pouca, para resistir ao ataque da volante. [...]

(Fragmento; pág. 97, " Da Canga Ao Cangao")


 
 
 

Título: Da Canga Ao Cangao

Género: Histórico

Autor: Z. A. Feitosa

Idioma: portugués

Editorial Todas las Letras, 2012 (Sâo Paulo)

160 págs.

CDD-869.93












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