¿Qué lecturas os seducen más?

Mostrando entradas con la etiqueta literatura brasileña. Mostrar todas las entradas
Mostrando entradas con la etiqueta literatura brasileña. Mostrar todas las entradas

lunes, 23 de agosto de 2010

A LINGUAGEM E A TRANSGRESSÃO DA VESTE (artículo)

"O traje veste a história"
Luiz XIV.


A roupa desde sua origem foi determinada pela necessidade de abrigo e aparência para o corpo como a arquitetura, desde os tempos da caverna que o homem criou hábitos de pintar o corpo ou fazer uso de indumentárias confeccionadas com peles de animais para expressar seu desejo de poder e exibição. A veste e seus acessórios são meios de comunicação que espelham o modelo social.
A moda é uma linguagem simbólica que ultrapassa a sua função de proteção para significar o indivíduo na sociedade, é uma espécie de identidade que fala de sua condição e/ou opções social, profissional e sexual. Em todas as épocas a roupa, além de sua função, explicitou significados, como uma embalagem que protege, embeleza, decora e identifica o produto. Com suas cores e estilos, a vestimenta é um signo e um dispositivo da condição social e cultural através do qual o homem atende suas necessidades de comunicação e expressão.

As obras de arte do passado são o principal meio de informação do corpo e suas indumentárias. Grandes retratistas, como Velásquez, na Espanha de Felipe IV, registraram nas suas pinturas a moda de seu tempo, quando retrataram os nobres e sua corte. Em Velásquez podemos perceber como o preto era a cor predominante para ambos os sexos, veludos com ornamentos de prata e ouro. O vermelho também uma cor favorita e o branco era usado em raras ocasiões. No ocidente, surge durante o Renascimento o conceito de moda, quando o interesse pelo traje deixa de ser uma necessidade puramente funcional para afirmar posições hierárquicas de poder.

Roland Barthes e sua semiologia da moda, fala da existência de uma língua do vestuário, postulada em escritores como Balzac, Proust ou Michelet. Para Barthes: "A moda é uma combinatória que tem uma reserva infinita de elementos e de regras de transformação." Uma língua falada por todos e ao mesmo tempo desconhecida de todos. A roupa não só protege (função) , informa, embeleza, contesta (significa), na condição de um fenômeno semiótico fala de seu usuário.

A leitura da vestimenta mostra a multiplicidade, diferenças e contradições da sociedade. Valores culturais e condições econômicas determinam as opções do figurino. Existem sistemas de codificação, tais como: a cor, o tipo de tecido ou o estilo do uniforme associados às profissões, crenças, identificação de classe, estações do ano. Podem informar o destino do usuário, a cada lugar um código ou um estilo.

A roupa além de ser "uma extensão da pele" (Mcluhan) é também uma necessidade de consumo criada pela publicidade da etiqueta. Waldemir Dias-Pino, um dos criadores da poesia concreta, faz relações entre os modelos da roupa e as formas da arquitetura: O homem moderno de calça e paletó com o arranha-céu, a tanga do índio e a palha que cobre a taba, o árabe se veste com a forma de uma tenda, a japonesa carrega nas mangas do vestido as formas dos beirais de seus telhados.

A moda do vestuário aproximou-se da vanguarda, no processo das revoluções nas linguagens artísticas, cada época tem as suas vestes e elas integram o individuo ao meio ambiente social, cultural, tecnológico e ao grupo social. A moda pode acentuar também a divisão de classes, ou ao contrario, participar das contestações sociais. Com os Beatles, o tropicalismo e os hippies com um estilo naturalista descontraído, nos finais da década de 1960, a roupa tinha um sentido crítico, em aparente contradição com a moda corrente, imposta pela indústria da moda, produto da revolução industrial.

A partir da modernidade designers e artistas interessam-se em desenhar roupas e objetos utilitários que atendam à funcionalidade do mundo moderno. Artistas transformam a roupa ou o ato de vestir em objeto de sua experiência artística. Os construtivistas russos criaram a roupa do trabalhador, cuja principal preocupação, era a funcionalidade. O professor da Bauhaus Johannes Ittens desenhou uma roupa para ser usada pelos seguidores de uma doutrina de vida, criada por ele, que tinha como objetivo a perfeição. Os futuristas italianos pregavam a necessidade de uma roupa confortável, prática, agressiva ágil e alegre, decorada eventualmente por lâmpadas elétricas.

Os surrealistas e dadaístas posicionaram ironicamente, apropriaram-se da roupa como um instrumento de transformação da linguagem da arte. Marcel Duchamp que já havia posado como Rrose Sélavy em 1921 numa pratica de "readymade". Em 1938, numa exposição em Paris vestiu um manequim feminino com chapéu, paletó, colete, gravata e sapatos masculino.





No Brasil, algumas experiências são pioneiras, principalmente na obra de dois artistas: Flavio de Carvalho e Hélio Oiticica. Em uma movimentada rua do centro de são Paulo em 1956, o arquiteto e artista plástico Flávio de Carvalho, autor da coluna do Diário de São Paulo "A Moda e o Novo Homem", desfilou com sua "indumentária do futuro", por ele denominada "New Look". Vestindo com meias rendadas de bailarina, saiote, blusa de nylon com aberturas laterais, o artista lançou o novo traje para o verão dos trópicos, provocou pânico e escândalo na população. Artista, arquiteto, engenheiro e escritor, Flavio um personagem excêntrico na história da arte brasileira, apelidado de "divino louco", não teve ainda o reconhecimento à altura do seu talento por nosso meio cultural.




Na década de 1960, as experiências de Hélio Oiticica e seu envolvimento com o samba resultaram em capas denominadas "Parangolés". Propostas para o espectador/participante em lugar de simplesmente contemplar a cor, vestir-se nela. Uma estética da existência e não do objeto/arte, o corpo não é o suporte da obra. "O objetivo é dar ao público a chance de deixar de ser público espectador, de fora, para participante na atividade criadora" (Oiticica).

Lígia Clark e suas "máscaras sensoriais", que integram a fase sensorial de seu trabalho, a exemplo da obra que consiste num macacão para ser vestido por um homem, contendo um zíper que ao ser aberto, ele retira uma "barriga grávida", feita de borracha cor-de-rosa e de dentro dessa barriga, retira uma espuma de borracha. Ao praticar essa operação "cesariana", as pessoas experimentam reações mais inesperadas.

Até os heróis das histórias em quadrinhos têm suas identidades garantidas pela veste. Essa embalagem que envolve o corpo ocupa um lugar no sistema da linguagem e sua leitura é uma necessidade do mundo contemporâneo. Como forma de comunicação é abordada por várias teorias como: a antropologia, a semiologia, a sociologia e a teoria da informação.





Algunas notas sobre el autor...


Almandrade é artista plástico, arquiteto, mestre em desenho urbano e poeta. Desde 1972 dedica-se ao pensamento da arte concretizado em suas pinturas, esculturas, instalações e poemas visuais, participando de várias mostras coletivas, nacionais e internacionais. Realizou cerca de trinta exposições individuais em Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo; escreve em jornais e revistas especializados em arte, arquitetura e urbanismo. Recebeu diversos prêmios, dentre eles o da Fundarte em 1986 e da Copene em 1997 e publicou vários livros dentre os quais "Arquitetura de Algodão" e "Escritos sobre arte: arte, cidade e política cultural".



Copyright:

Artículo e imágenes:
Almandrade©

Nota: Este artículo forma parte de la introducción a un curso homónimo que el artista realizará, junto a otros dos, en el auditorio del Museo de Arte Moderno de Bahía (Brasil).
Pueden consultar el siguiente enlace para más información:

Publicado en este blog bajo el consentimiento del autor:
www.literaturadart.blogspot.com




Nuestra agenda:

Algunas novedades interesantes –remitidas a nuestra redacción– han provocado la reactualización de una agenda, que, como ya bien saben, siempre les trae las noticias más frescas; para recordarles que, a pocos días de la vuelta de vacaciones, LITERATURA DEL MAÑANA sigue apostando por el amor hacia el arte y la literatura, como siempre:



Taller de poesía erótica. Convocatoria abierta para inscripciones al curso de poesía erótica a distancia organizado por www.escritores.org. Empieza el próximo 15 de septiembre. Para más información, consulte aquí:
http://www.escritores.org/index.php/cursos/poesia-erotica







Espectáculos y cursos destacados





Baby, de Susan Sontag.
Por Araceli Otamendi,
(Buenos Aires).




Baby, un cuento de la escritora Susan Sontag adaptado al teatro por Lorena Ballestero pone en tela de juicio la educación de los niños en Norteamérica en los años 70.
El cuento publicado en la revista Playboy en el año 1974 se puso en escena en el Teatro El Kafka, en Buenos Aires. Es la historia de unos padres que consultan a un terapeuta por su hijo. Lorena Ballestero eligió la puesta de tres parejas de padres, tres padres y tres madres narrándole al terapeuta los avatares de la crianza de su hijo. Baby, el niño, es puesto a la vista a los espectadores desde su primera infancia hasta su adultez.
El viejo dilema de Rosseau, el de la educación y la cultura frente a la bondad innata del ser humano es expuesto en la escena. Los padres depositan múltiples expectativas en ese hijo, el transcurso de una época –los años 70– en los Estados Unidos se hace visible. El niño, aparentemente de una familia de clase media –y clase media es un decir, porque en un momento una de las parejas de padres declara tener tres automóviles y piscina– es consentido, reprimido, vilipendiado, tolerado, y mil cosas más. Los padres, continúan sin saber qué hacer. Porque la realidad y la época los desborda. No hay recetas. Al final han destrozado al hijo de sus sueños, sus expectativas se han visto superadas. No encuentran la razón de tanto desastre.
Con una escenografía mínima y un gran trabajo actoral, Lorena Ballestero ha llegado a los espectadores con esta historia de una gran intelectual como fue Susan Sontag.


Ficha de la obra: Actúan María Inés Howlin, Silvina Katz, Leonardo Murúa, Leonardo Odierna, Eduardo Pavelic y Élida Schinocca. Diseño de Escenografía y Gráfica: Laura Rovito, Diseño de Iluminación: Ricardo Sica, Musicalización y Producción: Luis Cano, Asistente de escena: Romina Mauro y Maquillaje y Asistencia de Dirección: Carolina Ramos. Dirección y Dramaturgia: Lorena Ballestero. Gracias especiales a : Rubén Szuchmacher, Graciela Schuster, Gabriela A. Fernandez y Catherine Mariko Black. VIERNES a las 21 HS. En la sala ElKafka (Espacio Teatral), Lambaré 866, Buenos Aires (República Argentina). Reservas: 4862- 5439.


Imagen: Susan Sontag (1984).











Curso "O corpo, a roupa e a limguagem plástica contemporânea".
INSTRUTORES: Almandrade, Ilber Acsis e Silverino Ojú.

Este curso propõe uma reflexão sobre a apropriação do corpo e da roupa pelas linguagens artísticas contemporâneas estabelecendo interfaces com a moda dos séculos XX e XXI. Será realizado no auditório do MAM - Bahia entre 15 setembro a 22 de outubro de 2010 com três encontros semanais, quartas quintas e sextas-feiras, de 9:00 às 12:00, somando 48 horas no total. LOCAL: Auditório do Museu de Arte Moderna da Bahia, Av. Contorno, S/N, Solar do Unhão, Salvador, Bahia. (BRASIL). Inscrições abertas no MAM.


INSCRIÇÕES: De 10 de agosto a 10 e setembro de 2010. E-mail: educativomam@gmail.comm ou site www.mam.ba.gov.br Presenciais: Núcleo de Arte Educação Galpão das Oficinas do MAM-BA, Av. Contorno, S/N, Solar do Unhão, Salvador, Bahia (gratuitas). VAGAS LIMITADAS. INFORMAÇÕES: E-mail: educativomam@gmail.com Telefone: (71) 3117-6143.








Fuentes:
Araceli Otamendi, Roser Amills, Antonio Andrade (Almandrade).


De la imagen de Susan Montag:
©Robert Mapplethorpe Foundation.
Remitida a LITERATURA DEL MAÑANA por
la revista Archivos del Sur:
(© Todos los derechos reservados).






Imprimir artículoWikio

domingo, 7 de marzo de 2010

No espelho (relato en portugués)


'He aquí otro microrrelato de uno de nuestros escritores brasileños preferidos, Ronie Von Rosa, el cual, en la justa medida que nos exhibe una prosa sutil y rápida, nos hace meditar en aspectos tan dispares como próximos a nosotros mismos. En esta ocasión, enaltece la figura del espejo, dotándolo de un halo cósmico donde el narcisismo sólo es el atisbo que nos introducirá a nuestras impresiones cotidianas más complejas'

Ángel Brichs
escritor y crítico literario



NO ESPELHO
Um sorriso que não era; abriu-se triste em rosto indefinido.
Reflexo, imagem, espectro.
O sorriso já não era. Distante até mesmo do seu sarcasmo.
Só o desenho de sua carne refletida em olhos, boca, cabelo e dúvidas.
Imagem. Interpretação.
A mão procura a boca, e no espelho não há textura, espessura, tato.
Lentamente ergue o braço. Ela conseguiu. Fizera o que ninguém mais fizera.
A mão treme. O braço pesa.
No aço do espelho observa o espaço que a resumiu. A redução do corpo. Alguns livros; linhas de fuga, frestas e buracos na estrutura quase hermética do lugar; cadeiras, mesas, quadros – mais linhas de fugas – cada olho, cada rosto remetia a um outro que não ela, deslocamentos possíveis – exercícios necessários...
Ereta confrontando e confrontada por si mesma... e todas as outras que sabia que era, o olho traçava linhas invisíveis que a costurava magicamente ao seu outro. Ao ser outro.
Frente a frente os “eus” de cada uma se observavam. A concretude de uma e a efemeridade da outra... a realidade das duas. Multiplicidades.
A imobilidade de ambas. Metamorfose, simbiose da carne e do reflexo. Da criatura e do criador. Da luz e da sombra. Quem seria a sombra?
Ela conseguiu. Era o que o cérebro aquém do espelho pensava. Possibilidade.
No rosto as rugas em seus entrecruzamentos matemáticos prometiam números elevados. Os cabelos de um preto falecido lembravam infâncias distantes, sonhos...
Pensou na morte do reflexo. De tudo que era reflexo...
Gostaria de tomar um chá. Sentar à mesa de Hatta e Haigha em março e enlouquecer tentando descobrir porque um corvo se parece com uma escrivaninha.
Do outro lado a que não era sorri, grande sorriso único, solitário, zombeteiro sorriso de Cheshire: “Se não sabes para onde vais, qualquer caminho te levará lá”.
Lembrou da menina.
Onde andava Alice?



Copyright:


Del relato:

Ronie Von Rosa Martins©


Imagen:

Abi Pap, 2010©




Publicado en este blog bajo el consentimiento del autor:



domingo, 7 de febrero de 2010

"O HOMEM CONSUMIDO" (relato en portugués)


"De nuevo, Ronie Von Rosa Martins, nos trae un relato terroríficamente real que nos inmersa en la síntesis de la realidad humana contemporánea, medio la despersonalización que del Ser Humano pueden hacer las nuevas tecnologías. Un amor y odio que se unen en un mismo canal comunicativo "total", el cual representa una alegoría cibernética de la Red de redes, la cual, lejos de oprimir al hombre, lo libera, pero también lo convierte en un alienado; una víctima de una oscura trama conspiradora que trasciende a los siglos y a la Historia de ésta, nuestra raza humana dominadora. A lo que nosostros, meras marionetas sin sentido, yacemos perplejos ante sus maquinaciones, como objetos-fetiche de una extraña realidad que nos envuelve."
Ángel Brichs
escritor y crítico literario




O Homem consumido


Os olhos em lágrimas que jamais não chorariam na pele da cara sua, brilhavam no rosto da cibernética outra criatura. Quadrada forma de intenso devorar a ação. Preso. E junto todo o resto e entorno. A carne mastigada em luz, cuspida em sites, cortada em sítios, a imagem rápida; diversa; de tudo quanto é nada. Um nada presentificado, construído dentro e que se expande gradativamente. Outro mundo?
Plano de nova realidade. Multifacetária, plurinacional, multiplicável, a falácia do discurso total. Todos os discursos, todas as palavras, todas as vozes, todos os rostos. O mundo todo. Mas apenas uma face. Tua. Fascinado. Seduzido. O passado e o futuro te habitam. Tens a vã idéia que te ensinam que te informam, mas a rapidez com que alimentam teus desejos de saber e prazer não condiz com as possibilidades do teu corpo e da tua carne humana. E te constróis através dos retalhos, dos trapos das informações mal ingeridas que compõem teu alimento. Excremento?
E da sensibilidade que pretendias ter do mundo e das coisas que o mantém, o que consegues é o mais comum de todos os sensos. A tela da máquina que és brilha intensa. Queres lágrimas para chorar... Buscas na máquina os sentimentos... Queres imagens para lembrar... Na máquina... Queres inclusive os prazeres que da carne pertenciam anteriormente? Busca na máquina o orgasmo virtual; corpos constituídos e produzidos na ilusão da imagem consertável, sexo da palavra pura, sexo discursivo, dialético, prazeres da contemporaneidade.
O cérebro, empanturrado de informação, prazer e brilho. Mas o corpo, em seu triste estribilho resmunga... e os verbos dominados pelo Estado, rejeitam e renegam a ação. A física dos corpos está contida na luz digital, no som das teclas que constituem um outro plano... Matrix? A ficção? E tudo aquilo que era o homem já mais não o é. Toda a filosofia, a sociologia, a religião, a moral, a ética, a medicina, a educação, até a política... Devorados. Consumidos pela bocarra virtual.
Dragão contemporâneo. Ame-o ou morra encéfalo! O papel, investido de novo vilão das instancias naturais do nosso real, é acusado violentamente da miséria em que vivemos. Abaixo o livro!! O texto deve ser livre... O papel é a prisão do discurso, do verbo... Digam não ao papel!
E limpam, sem exceção, o mundo inteiro, suas bundas... Magras e gordas, raquíticas ou fartas... e correm para a luz , a nova religião, o mais novo vício...
E estamos todos ligados. Energia que nos conecta, veias elétricas que nos transformam numa grande entidade midiática, por fim o verdadeiro "uno", a criatura final. Nossas vidas depositadas em caixas, nossas imagens expostas ao universo, nossos segredos vendidos como mercadoria. Já não somos o que éramos agora somos o que nos tornamos... E nos tornamos o que querem que sejamos. Somos o Frankstein. Somos fotos, filmes, palavras escritas... Conseguimos por fim eliminar a morte.
A grande vitória. O corpo perfeito, a criatura perfeita. A tecla é pressionada e seu texto é arquivado e enviado pro mundo inteiro, tua imagem é salva das decrepitudes do tempo, você sorri. Está satisfeito. És eterno. Só falta o peso. O corpo. Sim... é claro. Um estalido seco, uma gota de sangue na tela do computador e a grande criação está livre...


Pedro Osório sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009




Copyright:


Del relato:

Ronie Von Rosa Martins©


De la imagen:

Abi Pap, 2010©


Publicado en este blog bajo el consentimiento del autor:



martes, 15 de diciembre de 2009

Zeilton Alves Feitosa: literatura brasileña en estado puro



La literatura brasileña es poco conocida en el mundo literario internacional, mas hay autores que, lejos de encallarse en el anonimato, se deben mostrar al público. No nos los podemos perder. Feitosa es uno de ellos. Hace un tiempo tuvimos la suerte de leerlo en esta página, merced a una entrevista que le publicamos, algo por lo que fue muy apreciado en LITERATURA DEL MAÑANA tanto por los lectores como por la redacción misma de este sitio web. Mas el célebre autor brasileño no deparó en gastos y, para mostrarnos su gratitud y trabajo realizado, nos regaló dos libros, "Borboleta em Cinza" y "O íntimo ofício", los cuales nos envió desde Brasil. Cuando fuimos a recoger el paquete en la oficina de Correos y vimos el remitente, nos sentimos hondamente honrados. Sabíamos que habíamos hecho un amigo, y eso es muy dificil hoy en día. Mas Feitosa no es el único autor del que recibimos cada semana ejemplares y ejemplares de libros para que les publiquemos nuestras reseñas. Y, ¿cuál es nuestra solución al problema de espacio? Tan solo pagar la literatura con literatura. ¿Y por qué no hacerosla ostensibles a todos en este sitio que, día a día, gana nuevos lectores de diversas nacionalidades y seguidores continuamente, sitio por el cual nos hemos conocido? Así pues, hoy hemos tenido la delicadeza de criticar las obras de este autor. Y no porque él nos lo haya pedido, sino porque creemos que disponen de la calidad necesaria para ser comentados aquí. De este modo, hemos preferido, en lugar de publicarse por separado, hacer la crítica en conjunto, separando la novela del poemario, como veremos a continuación:



"O íntimo ofício": Una novela autobiográfica diferente


"Para mí, compañero, el vino sólo tiene dos defectos. Si se le añade agua, degenera, y si no se le pone agua...es el bebedor quien lo paga. En la primera copa, el hombre bebe el vino. En la segunda, el vino bebe al hombre. ¿Qué hacer entonces? Sólo veo un remedio: ¡Una tercera copa para resucitar! Patrick Cothias


Para empezar, comenzaremos con "O íntimo ofício". Un libro que nos ha parecido un biópic espectacular, digno de contar aquí. Del mismo modo que los libros de viajes por los que se caracterizó la prosa brasileña en sus inicios, muy derivada de la portuguesa, en la que habitualmente era usado el idioma castellano como referente, dado que es importante destacar y representa un hecho trascendental en la historia de la literatura portuguesa que ésta siempre se haya decantado a favor del bilingüismo (castellano y portugués), lo cual fue derivado de la situación hegemónica de España en el mundo y, sobre todo, por la connivencia política que Portugal mantenía con la primera, lo que llevó al país luso a inclinarse hacia un estado de neutralidad; dicha tónica cambió con la aparición de las famosas Arcadias (academias o ateneos), algo que, de forma muy parecida también ocurrió en Brasil, aunque más tarde. En Brasil, el realismo y el modernismo arraigó muy fuerte, dotando a la prosa brasileña actual de un sustrato "no naturalista", o sea, experimental, recreando así el concepto del -yo escritor- del cual nacen todas las obras de escritores como Rebello da Silva, Andrade Corvo y otros. Hace algunos años, por iniciativa del "Diario el Globo", se retó a que quince escritores brasileños, en textos reducidos, nos describieran con sus palabras "el arte de escribir" empezando todos con la alocución reflexiva: "cuando yo escribo". Si bien la mitad de ellos se decidieron por la sátira o prosa crítica, otros, como Ruy Castro, confesaron que "cuando escribo una biografía (como la de Nelson Rodrigues, en "O anjo pornográfico", o la de Garrincha, en "Estrella solitaria"), siempre hallo que, en el fin, habré capturado el alma del biografiado. Pero, cinco o seis meses después de iniciado el trabajo, descubro que él es quien capturó la mía". Mientras que Eduardo Bueno sostiene que: "Cuando escribo acceso a la vida real incorporo otros nombres, asumo personalidades múltiples y habito lugares distantes".

Está claro que, esa Narrativa de Viajes y hagiográfica, más propensa al ensayo que a la novela, entronca decididamente con la prosa epistolar de Pero Vaz de Caminha, "seguida a posteriori" por una línea satírico-burlesca, como se vio en el caso de Gregório de Matos Guerra. Pero con la aparición de autores ya contemporáneos como Lobo Antunes y más tarde, ya en nuestros días y Premio Cervantes, José Saramago en Portugal, la literatura lusófana, y en su caso brasileña, tascendió hacia otros lares, aunque, como se ha visto, nunca de la misma forma que en el continente europeo. No es de extrañar si ello lo comparamos con la narrativa de entreguerras de un Hemingway o un Dos Passos, movidos normalmente hacia la narrativa objetiva, de una óptica cien por cien periodística de narrar la verdad según la forma en la que la vivieron sus autores, vemos las claras diferencias entre la prosa americana y la de sus coetáneos europeos. No obstante, eso nos lleva a un receso en el caso brasileño. Comprendidos de una herencia literaria que los proveyó de una literatura que nunca se desvinculó de las tendencias establecidas en la antigua metrópoli, los autores brasileños se descubrieron así mismos con un perfil diferente de sus próceres, quedándose con esa narrativa personal propia de los relatos de viajes y mezclándola con la más atómica prosa satírica que se haya conocido, propio del carácter fogoso que configura la personalidad del brasileño. Sabiendo todo esto, sólo nos falta reunirlo todo y batir el cóctel, y tendremos "O íntimo ofício".

Dotado de un vocabulario que busca todas las zonas erógenas, como podemos ver en la página 211, con el capítulo "As inocentes brincadeiras sexuais", en esta reedición de Ed. Scortecci, 2007, Feitosa escribe (igual que lo hizo en la década de los 80 en revistas con sus relatos eróticos), una historia, en parte imaginaria, en parte veraz, que discurre en un viaje por la adolescencia que se divide en 3 Cadernos (cuadernos), a modo de un Diario muy particular. Poseedora de un lenguaje que te absorve, esta novela escrita en portugués, la cual todavía no ha sido traducida aún al castellano, saca todo los malo y bueno de los placeres de la vida, donde todo hecho forma parte del destino, todo está relacionado. Con "Os cadernos de anotaçôes" pág. 23, empieza con un flashback que nos narra una carta que el protagonista recibe de su hermano, el cual se marchó de casa hacía un tiempo. Allí comienzan los "starters" de un apasionante triángulo amoroso entre la vida, el amor y la existencia, con la aparición de todo tipo de relatos intercalados, a modo de historias paralelas como "O coito fora do casamento" p. 109, en la que se alude a la metáfora de la prostituta o la antes comentada "As inocentes brincadeiras sexuais" en la que se describe la relación sexual entre dos adolescentes. En "O íntimo ofício" todo está permitido, la carne y el pescado, las relaciones extramatrimoniales... Todo es bueno. Solamente hay algo que puede perturbarlo todo: la insondable rueda del destino. Feitosa nos describe las relaciones sexuales de una forma fría, pero con un gran sentido del orden y la neutralidad, en la que él se aparta de la realidad para que sus personajes creados se describan a sí mismos como arquetipos de nuestra sociedad. Y nos lo cuenta de una manera naural, sin tapujos, con un lenguaje provisto de un alto contenido erótico, pero sin llegar al extremismo de lo pornográfico. Más bien se podría calificar su estilo como una sintaxis de lo picante, medio una semántica erógena que nos describe todo pero sin decir nada; es decir, todo aquello que buscamos en una novela de género.


Feitosa, nos comprime en poco menos de trescientas páginas aquello que algunos autores nos hubiesen contado en más de seiscientas. Pero, ¿por qué excederse en ello? Baltasar Gracián dijo: "lo bueno, si bueno, dos veces bueno." Por tanto, ¿por qué hacer con más aquello que ya se ha hecho con menos? ¿Acaso no es esto buena literatura?





"Borboleta em Cinza": La unión erótica entre cuerpo y espíritu


"Os deuses sâo tiranos. Roubam os sonhos que nos dâo e expôem nossas cicatrizes ao Sol" Orismar Rodrigues


En "Borboleta em Cinza", (Ed. Scortecci, 2008) el escritor de origen portugués residente en Brasil, Zeilton Alves Feitosa, nos abre las puertas hacia un mundo donde lo laico y lo religioso se unen en una profunda simbiosis espiritual, por tal de conducirnos con los que él denomina "Salmos Profanos" a una visión "natural" del Ser Humano y sus temores (el sexo, el amor, la vida, la muerte...), sin tabúes ni excesos moralizadores. Una mirada exenta de pecado original que nos seduce con franqueza, como antaño lo hicieron las viejas Cantigas Galaico-portuguesas, mediante una poética perfumada que utiliza una estructura métrica que adopta como ascendente directo aquella prosa lírica que crearon antaño autores de la talla de Bernardim Ribeiro, Gil Vicente o Sá de Miranda.

Aunque la gente aún se atreva a extrañarse por ello, esta lírica amatoria profiere un caligrama de algo que ya se había visto hacía siglos, tanto en España como en Portugal, con Jorge Manrique con sus Coplas o aún con ciertos Romanceros y Cantares tradicionales, donde se utilizaba una prosa rimada en la que lo sagrado, combinado con el folklore y los mitos populares, no exentos de paganismo, ingeniaron obras de cariz burlesco en las que se evidenciaban ciertos rasgos o cuadros de costumbres de la época, como podemos ver en Fernando de Rojas con "La Celestina". Lo malo, es que, ya puestos en lo que algunos denominan como Cuarto Milenio, aún veamos con exceso obras de semblante calibre, cosa que, después de todas las experiencias que el Hombre ha vivido durante toda su Historia, más tendríamos que considerar algunas de las pláticas que Feitosa hace en canciones como "Oraçâo fervorosa ao anjo sedutor para que tenha piedade" o "Cântico de louvor ao querúbico ser", con toda la retórica y paralelismos que entrañan, como una veleidad hacia la vieja procedencia del Ser Humano; algo que Asimov argumentaba como su lógica científica, pero que Feitosa, lejos de huir del concepto metafísico, como un humanista ateniense del Siglo IV aC., corta con su majestuosa pluma el árbol del bien y del mal del génesis, narrándonos con gran sutileza y un estilo amoroso de lo más exquisito la delgada línea que nos separa del culto a nuestro ego (idealizado en el cuerpo) y Dios (simbolizado con el amor), dándole una solución erótica al problema. Pero no con una estética compasiva como frecuentemente podemos observar en parábolas de la Biblia. Nada de eso. Sus biblias, funden ese concepto de amor sentencioso y prohibido desde una órbita laica que engloba todos nuestros pensamientos y hechos en un simple estado materialista de ver nuestra existencia:



A luz do anjo abateu-se sobre minha al-
ma, engrunhido com torvos tremores; desper-
tando crepusculares êxtases; e derramando
nume sobre o corpo túrbido. (SALMOS, 18)



Una prueba de fuego para nuestro intelecto, a menudo irreflexivo con el mundo que nos envuelve, cubierto de un sudario que nos es quitado por Feitosa, el cual nos regala un poemario que representa un remilgo de libertad de pensamiento, rompiendo con viejos tópicos saturados de sincretismo religoso, pero analizando el contenido espiritual que comprende nuestras vidas, creando una lógica propia para convivir con él. Y la única forma para hacerlo es buscando ese pudor, ese exceso de erotismo del que nunca hablamos pero que siempre engloba todo lo que hacemos. ¿Acaso no fue el sexo necesario para crear al hombre? Abriéndonos las puertas al Ser, Feitosa mantiene con sus Odas y Canciones una lírica arriesgada, no exenta empero, de una gran riqueza expresiva que mantiene todos los recursos formales que se podrían desprender de este tipo de "rima", pero yendo mucho más allá que las articialidades o sátiras de bodevil de D. Francisco Manuel de Melo o Diogo Brandão, autor de un Fingimento de Amores. Sin perder ese estilo pero añadiéndole un nuevo lenguaje carente de pecado original que, gracias a su neutralidad dogmática que le permite su fe Orishá, lo que le convierte en un ascético, consigue "cantarnos" algunas de las realidades filosófico-existenciales que aún preocupan tanto al Hombre de nuestros días. Pero Feitosa es un romantico, y de la misma forma que Alejandro Herculano, nos brinda una poética que nos recuerda al tópico del Ser amado, y su cárcel de amor. Un instante sexual fugaz que denota el "tempus fugit", y nos recuerda que no somos nada, con lo que tenemos que hacer valer nuestro tiempo al máximo, creando así ese concepto nihilista de ver nuestra existencia, inexistente en el periodo prerrafaelita. Así es pues como Feitosa nos define la evolución espiritual-erótica del Ser Humano, idealizándola en una Mariposa y su metamorfosis que le hará convertirse en una ninfa y volar, o bien en una larva que se arrastrarse por la Tierra. Todo depende pues, de nosotros. Pensar en libertad o vivir asustados. Él nos lo indica, nosotros tenemos que escoger:



Quantas noites eu sonhei que o punhal do
angelical amor atravessva as entranhas da
alma, a entorpecer o corpo a prazer?
Lembro-me de ti, em minha carne, meu anjo
sonhado! (SALMOS, 42)




Ante todo, cabe dejar constancia que Brasil es uno de los países más religiosos del mundo. El autor, mediante sus experiencias vividas, aborda una realidad alternativa, lo cual yace inherente en cualquier obra literaria; mas no hay que olvidar el fondo ético-moral en todo ello. Pero no es el poeta el quien nos los da, en contraposición de esa lírica del Siglo de Oro, sino nosotros, los lectores; los que tenemos que decidir. Y es esta misma doxología que emplea en su "prosa poética" la que trasciende a la historia del escritor y su procedencia, su lugar de nacimiento y en él que vive, sumiéndonos en un contexto diferente de expresar una poesía que no dice no a los gozos vitales sino que los incentiva, viéndolos necesarios para con nuestra existencia, ya que forma parte de nosotros mismos, y no debemos tenerles pudor alguno. Así es como puede verse en Súplica amorosa ao anjo noturno e açâo de graças (Salmos, 21), donde se identifica un temor a la pérdida de la amada, el cual es apagado en la cama, sin ella, recreándose una alegoría voluptuosa y onanística. Pero esa descripción dotada de un supremo erotismo no se nos muestra más que en nuestro intelecto, el cual nos adviene a pensar distintos conceptos que, tan solo al discernir la realidad que el verso entraña, su verdadera definición, medio el entendimiento de cuánta retórica se recree en él, sólo a algunos les será permitido el descubrir la verdad. ¿Es eso un lance, una prueba? Nada de eso. Eso es poesía.



Para saber más acerca de este autor:



Copyright:


Introducción y reseñas:


LITERATURA DEL MAÑANA©

con la ayuda del escritor y crítico literario:

Ángel Brichs



Related Posts with Thumbnails

Espacios publicitarios: